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    Educação


    Projeto prevê estímulo à informatização de escolas no Brasil

    Escolas terão apoio financeiro e técnico para instalação de internet e aquisição de equipamentos e ferramentas digitais

     

    Alunos carentes ou moradores de áreas remotas ficaram sem estudar durante pandemia
    Alunos carentes ou moradores de áreas remotas ficaram sem estudar durante pandemia | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus (AM) - Segundo dados da Pesquisa TIC Educação 2019, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CeTIC), 39% dos alunos de escolas públicas não contam com computador em suas residências.

    Para esses estudantes, o telefone celular é a principal ferramenta de acesso à internet. Essa é a realidade de 85% das pessoas das classes D e E. Em regiões afastadas como na Amazônia, a educação ficou  prejudicada em tempos de pandemia, justamente pela ausência de internet e ferramentas digitais.

    Ainda de acordo com a pesquisa, para  70% dos professores de escolas públicas urbanas, a baixa velocidade da internet é um grande empecilho para o desenvolvimento de atividades remotas.

    Localidades distantes

    O estudante Daniel Santos  mora na Zona Rural do município de Careiro da Várzea, no Amazonas. Ele contou ao Portal EM TEMPO que teve que parar de estudar durante a pandemia. "Eu não consegui acompanhar aulas remotas, o sinal de internet não chegava na minha casa, que fica numa região bem isolada. Com isso eu fiquei muito desanimado, mas se a senhora está falando que agora terá esse projeto, espero poder estudar e melhorar minhas pesquisas", disse. 

    Projeto para educação conectada

    Para amenizar o problema, o Senado Federal aprovou na última quarta-feira, 9 de junho, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 142/2018 - do Poder Executivo - que cria a Política de Inovação Educação Conectada (Piec). O texto prevê apoio à instalação de internet banda larga nas escolas públicas e fomento do uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica. O projeto vai à sanção presidencial.

    Leia mais: Entidades recomendam ações para fortalecer educação na pandemia

    A meta do projeto é reunir esforços de toda a sociedade civil e pública para assegurar as condições necessárias no oferecimento de tecnologia como ferramenta pedagógica.

    Para tornar isso realidade, são previstas ações de apoio técnico e financeiro para contratar serviços de internet e aquisição de dispositivos eletrônicos. Também prevê a disponibilização de materiais pedagógicos digitais em formato aberto e elaborados com a participação dos profissionais da educação.

    O projeto traz como fonte de recursos para essas ações as dotações orçamentárias da União, as receitas provenientes de entidades públicas e privadas e os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). 

    Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), destinar às escolas públicas equipamentos e internet em banda larga é estratégia fundamental de combate às desigualdades sociais e de acesso à educação, que foram agravadas durante a pandemia.

    A relatora do projeto, Daniella Ribeiro (PP-PB), disse que, durante a pandemia, com aulas sendo realizadas remotamente, os recursos tecnológicos se mostraram fundamentais. Essa realidade será cada vez mais crescente, mesmo com o fim da pandemia, de acordo com especialistas.

    Com o projeto, espera-se que um dos entraves para a moderna educação, seja resolvido no País, já que haverá capacitação de professores e da administração escolar para lidar com novas tecnologias. 

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