Fonte: OpenWeather

    Meio Ambiente


    Governo proíbe queimadas por 60 dias e PC busca suspeitos

    Por ordem judicial determina prisão, busca e apreensão no Pará, enquanto governo cede a pressão internacional

    No dia em que o governo do presidente Jair Bolsonaro determinou a proibição de queimadas em território brasileiro por 60 dias, a Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (29), mandados de prisão no Pará por conta de desmatamentos e queimadas na Amazônia. A Operação Labaredas, realizada na região de São Félix do Xingu, no sul do Estado, mira pelo menos três responsáveis pelos crimes.

    "As ordens judiciais de busca e apreensão foram cumpridas nas casas dos investigados em Goiânia e em Redenção, no Pará, e na sede da fazenda em São Félix do Xingu, durante a manhã de hoje (29). Os três procurados não foram localizados e estão foragidos", informou a Polícia Civil, em comunicado.

    A operação busca prender e responsabilizar criminalmente Geraldo Daniel de Oliveira. Ele é suspeito de contratar mais de 50 homens para derrubar 20 mil quilômetros quadrados na área de Proteção Ambiental Trunfo do Xingu conhecida como fazenda Ouro Verde em São Félix do Xingu.

    Segundo o delegado José Humberto de Melo, diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil, o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil quilômetros de mata. Além de Geraldo Daniel de Oliveira, genro do dono da fazenda, apontado como mandante, foram decretadas prisões de José Brasil de Oliveira e João Batista Rodrigues Jaime, também responsabilizados por derrubadas de mata e incêndios criminosos. Os suspeitos responderão por danos em área de proteção ambiental, poluição ambiental, queimadas e associação criminosa.

    A operação ainda prendeu Paulo Henrique Santos Marques, em flagrante, por estar com um revólver calibre 38 sem porte legal. Além disso, as equipes da polícia encontraram na fazenda Ouro Verde um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão. 

    Pressão internacional

    A decisão é tomada em meio à pressão internacional para que o governo controle incêndios florestais, sobretudo na região da Amazônia. De acordo com o texto, o uso de fogo em vegetações pode ser autorizado nesse período em apenas três hipóteses: para controle fitossanitário (preservação ou defesa dos vegetais), prática de prevenção e combate a incêndios ou agricultura de subsistência executada por populações tradicionais e indígenas.

    Comentários