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    Explosão


    Presidente do Líbano sabia da existência dos explosivos no porto

    Michel Aoun tinha ciência do material desde 20 de julho e que acionou o Conselho Supremo de Defesa imediatamente

    Além das mais de 200 mortes e mais de 6 mil feridos, 6 mil edifícios sofreram danos, incluindo 600 considerados históricos para o país
    Além das mais de 200 mortes e mais de 6 mil feridos, 6 mil edifícios sofreram danos, incluindo 600 considerados históricos para o país | Foto: Dalati Nohra/Handout via Reuters

    O presidente Michel Aoun sabia, desde 20 de julho, da existência do material de potencial explosivo armazenado no porto de Beirute, capital do Líbano. O Conselho Supremo de Defesa foi alertado imediatamente para agir. 

    "O presidente Aoun foi informado em 20 de julho de 2020, por meio do relatório de Segurança do Estado, da presença de uma grande quantidade de nitrato de amônio em um depósito no porto de Beirute, o conselheiro militar de Sua Excelência informou ao secretário-geral do Conselho Supremo da Defesa", diz o tuíte da presidência.

    A governo ainda afirmou que "deseja que a investigação judicial continue, valendo-se de todas as experiências para mostrar a verdade absoluta sobre a explosão, suas circunstâncias e seus responsáveis em todos os níveis".

    Além das mais de 200 mortes e mais de 6 mil feridos, 6 mil edifícios sofreram danos, incluindo 600 considerados históricos para o país. Com isso, o ministro da Cultura, Abbas Mortada, disse que esses precisam de "restauração urgente" e por tanto continuarão existindo. Além disso, não poderão ser vendidos para evitar a "exploração da situação atual"."Dizemos aos proprietários desses edifícios que queremos preservar a história que representam e que dentro de algumas semanas iniciaremos as obras de reabilitação (...) e que não vamos tolerar que ninguém queira comprá-los para os demolir e construir novos no coração de Beirute", disse.

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