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    Injeção Letal


    Mulher que roubou bebê na barriga e matou grávida é executada nos EUA

    EUA Voltam a executar uma mulher no corredor da morte após quase 70 anos

     

    A mulher foi executada com a pena máxima por ter estrangulada uma mulher grávida antes de cortar e sequestrar seu bebê em 2004.
    A mulher foi executada com a pena máxima por ter estrangulada uma mulher grávida antes de cortar e sequestrar seu bebê em 2004. | Foto: Divulgação

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (13) que Lisa Montgomery, a única mulher no corredor da morte do país, foi executada com uma injeção letal. A americana,  de 52 anos, foi  morta em uma prisão em Terre Haute, Indiana, após uma tentativa de suspensão de última hora da execução ter sido negada pela Suprema Corte dos Estados Unidos . Ela foi declarada morta às 01:31 (06:31 GMT). 

    A mulher foi executada com a pena máxima por ter estrangulada uma mulher grávida antes de cortar e sequestrar seu bebê em 2004.

    Sua vítima, Bobbie Jo Stinnett, uma mulher de 23 anos, sangrou até a morte, mas o bebê foi recuperado com segurança e voltou para sua família.

    A defesa alegou que quando Lisa era criança, ela teria sido abusada sexual e fisicamente por seu pai e traficada por sua mãe. O fato foi testemunhado por membros de sua família." O tratamento que ela recebia dos pais foi tão violento que chegou a ser tortura", disseram seus advogados, alegando ainda uma série de abusos e abandono familiar porque a acusada teria passado na infância e adolescência.

    O crime

    Lisa Montgomery e Bobbie Jo Stinnett passaram a se conhecer online por meio de um amor compartilhado por cães. Elas haviam se correspondido durante semanas em um fórum online para criadores. Montgomery disse a Stinnett que ela também estava grávida, e as duas compartilhavam histórias de gravidez.

    Em dezembro de 2004, Montgomery dirigiu 281,5 km (175 milhas) de sua casa no Kansas até Skidmore, onde ela havia marcado o compromisso de examinar alguns filhotes da amiga virtual, Bobbie Stinnett.

    Mas não era Montgomery que Stinnett esperava, era uma mulher que se chamava Darlene Fischer. Fischer era o nome que Montgomery usava quando ela começou a enviar mensagens para Stinnett de um endereço de e-mail diferente, perguntando sobre a compra de um de seus filhotes e, desde então, assumiu a personalidade de outra pessoa para ganhar a confiança da vítima.

    Quando Stinnett atendeu a porta naquele dia, Montgomery a dominou, estrangulou-a com um pedaço de corda e cortou o bebê de seu útero, o levando com ela e a deixando agonizante. A vítima foi encontrada horas depois pela mãe em "uma cena de desespero", segundo a polícia. 

     

    Casa onde Bobbie foi morta, hoje abandonada
    Casa onde Bobbie foi morta, hoje abandonada | Foto: Tim Myers

    Investigação

    Na ação policial, os investigadores perceberam rapidamente que "Darlene Fischer" não existia e rastrearam Lisa no dia seguinte usando seus e-mails e o endereço IP do computador. Eles a encontraram embalando uma menina recém-nascida que ela alegou ter dado à luz no dia anterior. Sua história desmoronou rapidamente e ela confessou o assassinato.

    Desde 2008, Montgomery estava detida em uma prisão federal no Texas para detentas com necessidades médicas e psicológicas especiais, onde tem recebido cuidados psiquiátricos. Desde que recebeu sua data de execução, em 2007, ela foi colocada em vigilância contra suicídio, em uma cela isolada.

    Defesa

    A equipe de defesa alegou que no momento de crime, Lisa Montgomery estava psicótica e fora de contato com a realidade. Essa opinião foi apoiada por 41 advogados atuais e ex-advogados, bem como por grupos de direitos humanos, como a Comissão Interamericana.

    No final de dezembro, a equipe jurídica de Montgomery apresentou uma petição ao presidente Donald Trump afirmando que após uma vida de abuso - que eles caracterizam como tortura - ela era considerada doente mental e que deveria receber misericórdia.

    No entanto, na pequena cidade de Skidmore, Missouri, onde o crime foi cometido, havia pouca simpatia por esse argumento. Os familiares e amigos de Bobbie Jo Stinnett alegavam que os momentos finais da vítima foram tão horríveis, que a sentença de morte era justificada, ainda que a acusada tivesse problemas mentais.

    O advogado de Montgomery, Kelley Henry, disse que todos os que participaram da execução "deveriam sentir vergonha".

    Mulhere executadas nos EUA

    Antes da execução de Lisa Montgomery, a última mulher a ser executada pelo governo dos EUA foi Bonnie Heady, que morreu em uma câmara de gás no Missouri em 1953, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte.

    As execuções federais ficaram suspensas por 17 anos antes que o presidente Donald Trump ordenou que fossem retomadas no início do ano passado.

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