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    Cultura no Amazonas


    Novo secretário de cultura do AM quer trabalhar com economia criativa

    Empreendedorismo cultural está na pauta da Secretaria de Cultura na nova gestão no governo de Wilson Lima

    O novo titular já foi técnico da SEC por 15 anos
    O novo titular já foi técnico da SEC por 15 anos | Foto: Ione Moreno/Em Tempo

    Manaus - O novo secretário de cultura do Amazonas, Marcos Apolo Muniz, divulgou nesta quinta-feira (3) as primeiras diretrizes da pasta para os próximos quatro anos. A valorização do artista local, o investimento das potencialidades interioranas e empreendedorismo cultural terão relevância na nova gestão, segundo o secretário.

    A festa de Carnaval contará com uma agenda especial programada com as coordenações de grêmios da cidade na próxima semana. Visitas técnicas ao Sambódromo, Zona Centro-Sul, já começarão o ocorrer para fechamento de relatórios, tendo em vista a proximidade do evento.

    "Começamos a fazer o levantamento para todas as tratativas relacionadas ao feriado carnavalesco. Na próxima semana, fecharemos o planejamento que irá ser cumprido até a data do desfile", declarou.

    Análise de projetos, estudos técnicos para editais e outras avaliações contextuais englobam esse primeiro momento na Secretaria de Cultura. 

    Potencialidades nos bairros

    Sobre os 100 dias do mandato, ele projetou que irá priorizar o diálogo: tanto com as prefeituras do Estado como com os artistas que atuam diretamente nos segmentos culturais. Na proposta de descobrir e explorar as potencialidades culturais dos bairros de Manaus e dos municípios do Amazonas, a pasta vai buscar parcerias na educação e no esporte, também.

    A Bienal do Livro será estudada para compor a programação cultural
    A Bienal do Livro será estudada para compor a programação cultural | Foto: Ione Moreno/Em Tempo

    "Entendemos os desafios de logística para alcançar as regiões periféricas que estamos responsáveis e vamos contar com o apoio das escolas públicas e das atividades de desporto para fomentar ações culturais inteligentes, destinadas especificamente a cada tipo de público", completou.

    A descentralização dos centros culturais é a tônica para a comissão criada no objetivo de listar as demandas principais para a Secretaria Estadual de Cultura (SEC). A revitalização de aparelhos culturais com a economia criativa é o direcionamento escolhido. A integração ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) também será visada nesta gestão.

    Bienal, festivais alternativos e filarmônica

    Um dos maiores questionamentos de artistas e simpatizantes dos segmentos culturais do Estado é saber se eventos antigos irão retornar, como a Bienal do Livro, e se outros vigentes irão permanecer. Muniz orientou que antes de qualquer decisão, serão feitos planejamentos para a realização cautelosa de eventos.

    "Vamos buscar o projeto da Bienal e ver de que forma podemos incluir na programação da SEC. Outras ações também irão ser inclusas, mas não podemos dar nenhuma garantia neste momento. Discutir com a classe artística e por os estudos na mesa é o caminho a ser seguido", contou.

    O diálogo com os movimentos e prefeituras será a concentração, segundo Muniz
    O diálogo com os movimentos e prefeituras será a concentração, segundo Muniz | Foto: Ione Moreno/Em Tempo

    Neste sentido, reuniões com os artistas serão marcados após o levantamento de dados na agenda do Governo. Mesmo sem revelar o orçamento deste ano, o secretário confirmou que eventos como o Festival de Ópera não sairão do calendário cultural.

    "Eles já são da população e serão mantidos, até mesmo pela geração de renda e o impacto social que causam. A orquestra filarmônica é um exemplo de conquista que não será tirada do povo. Faremos os festivais conforme as condições existentes para manter a qualidade exigida e depois ampliaremos nas dimensões merecidas", explicou. 

    Carregando uma bagagem de técnico do Teatro Amazonas durante 15 anos e mais a experiência empresarial, Muniz quer dialogar com as classes alternativas e integrar o jazz, a música clássica, os movimentos alternativos em um mesmo espaço de atuação e desenvolvimento. 

    Biografia

    Marcos Apolo Muniz de Araújo, de 45 anos, é graduado em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduado em Gestão e Produção de Eventos. Atuou na SEC de 1998 a 2012, coordenado eventos como o Festival de Ópera e Glorioso - Concerto de Natal. Ajudou a assinar o projeto que adequou tecnicamente o Teatro Tereza D'Ávila, em Lorena (SP). Recentemente, dedicava-se ao planejamento e organização de eventos nacionais e internacionais, em empresa especializada.

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