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    Jornais e revistas


    Banca do Largo é opção para quem procura livros sobre a Amazônia

    Atualmente a banca chama a atenção pelo acervo de livros voltados à Amazônia

    Joaquim comprou a única banca do largo | Foto: Arquivo Pessoal

    Manaus - As bancas de jornais e revistas por anos serviram como pontos de referência para quem buscava informação. Na última década, com o avanço da internet, a crise atingiu o mercado da mídia impressa, fazendo com que empreendedores busquem meios para se adaptarem com a nova realidade.

    Em 2006 Joaquim Melo, especialista em história e historiografia da Amazônia, comprou a única banca do largo, localizada em frente ao Teatro Amazonas. Na época, o mercado ainda estava favorável para as vendas.

    O proprietário teve a ideia de parar com revistas e investir no ramo literário. Atualmente a banca chama a atenção pelo acervo de livros voltados à Amazônia. Joaquim percebeu a carência que a cidade tinha em encontrar títulos regionais.

    Joaquim Melo
    Joaquim Melo | Foto: Arquivo Pessoal

    As estantes no começo foram preenchidas por livros que haviam feito parte da sua formação na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A procura aumentou conforme as pessoas tomavam conhecimento do acervo.

    “Eu tenho contato com pessoas do Brasil todo. As que vêm para a cidade me procuram para comprarem os livros. Já tive visita de famosos nacionais aqui na banca”.

    A livraria fica situada em uma das praças mais antigas e históricas da capital, a praça São Sebastião, tendo como vizinho o Teatro Amazonas, que recebe milhares de turistas anualmente - o que favorece à busca por livros com a temática, já que há uma procura por um conteúdo diferenciado.

    Joaquim ao lado de Maria Gadú
    Joaquim ao lado de Maria Gadú | Foto: Arquivo Pessoal

    Para incentivar a população a conhecer a literatura local, Joaquim faz parcerias com editorias, autores e ONG’s na realização de atividades culturais, como palestras e lançamentos de livros.

    Não há arrependimento por parte de Joaquim pela compra do imóvel. Para ele, a banca é sinônimo de resistência de quem sempre amou livros.

    O jornalismo não morreu com o advento das mídias sociais e redução de mídias impressas, as bancas também sobrevivem com ou sem elas, adquirindo novos sentidos.

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