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    E-commerce


    Amazonenses gastam, em média, R$ 700 reais em e-commerce

    Levantamento aponta o Amazonas como potencial de liderança no e-commerce regional e faturamento deve crescer 34 vezes até 2022

    | Foto: Reprodução

    Manaus - Uma forma diferente de realizar compras e mais cômoda, confiável e de qualidade, ganha mais espaço no Brasil: o e-commerce. Para o ano de 2019, o faturamento do e-commerce está previsto para um crescimento em 15%, em aproximadamente R$ 61,2 bilhões em relação a 2018, com os segmentos de cosméticos e moda como os principais faturamentos. E este mercado pode crescer em até 34 vezes até 2020 no Amazonas. 

    Os dados publicados são resultados de uma pesquisa realizada pelo E-bit, especialista em e-commerce no Brasil. Outro levantamento realizado pela Instituição, aponta que somente no Amazonas o faturamento do e-commerce pode crescer 34 vezes até 2022. 

    Mesmo com questões de logísticas, como a quantidade de dias para a entrega e taxas de transporte, o amazonense tem um tíquete médio de R$ 765 em compras em e-commerce e uma média de 0,1 pacotes entregues por habitante, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Rakuten. Os dados de tíquete médio são acima dos dados da média brasileira que é de R$ 434 e abaixo quando se trata de pacote por habitantes. 

    De acordo com Marcos Carvalho, diretor de engajamento da Associação Brasileira Online to Offline, o comportamento do amazonense em relação a compras está atribuído mais a qualidade de produtos do que quantidade. “Os itens mais complexos são as preferências do amazonense. Itens de valor são bastante comuns justamente devido o desenvolvimento da logística”, destaca Marcos. 

    O crescimento possui uma boa perspectiva relacionado ao Amazonas, principalmente em relação a melhoria das logísticas. “O que hoje demora em torno de 15 dias para poder ser entregue, com os estudos pode chegar até em três dias e esses números crescerem”, destaca diretor de engajamento. 

    E-commerce local 

    Mesmo com uma cultura de e-commerce ainda engatinhando no mercado amazonense, algumas empresas do mercado varejista na capital já buscam investir na alternativa para suas empresas. 

    Um exemplo de e-commerce em Manaus está  Pet Store, do segmento de animais, que está no mercado amazonense há seis anos e atua há três anos no mercado online como uma alternativa aos clientes da loja, que já trabalhava com disk entrega. 

    Para o proprietário da Pet Store, Marco Paulo, o disk entrega foi o principal fator que levou a optar pelo e-commerce. “Uma boa parte dos nossos clientes do e-commerce são nossos clientes físicos também, então já existia uma confiança e conseguimos estabelecer”, destaca Marcos. 

    A cultura de consumir online foi uma alternativa de risco para a loja que atualmente mantém uma logística e público fixo no consumo dos dados. “O ramo de pet shop é um mercado pulverizado em Manaus e isso foi uma das alternativas de melhorarmos nosso serviço”, comenta o proprietário. 

    Marco Paulo explica que os produtos vendidos no e-commerce são produtos que possuem um giro maior relacionados a compras. “Nosso foco do e-commerce é voltado para medicamentos, rações e produtos de limpeza de cães e gatos. Vimos essa necessidade porque  o cliente já sabe o que comprar, ele não de precisa de uma escolha bem detalhada e experimentar o produto de uma forma bem específica, então voltamos as vendas mais diretas para o online”, complementa Marco.

    As opções para a realização do pagamento também são facilitadas, podendo ser por cartão no ato da compra ou da entrega, que dependendo do horário do pedido realizado, pode ser realizada no mesmo dia. 

    Eletroeletrônicos e aparelhos tecnológicos também são algumas das principais pedidas. Lojas como Info Store  e Bemol também utilizam o meio do e-commerce como alternativa de vendas. 

    Escolhas certeiras e confiabilidade do cliente 

    A estudante Samantha Alencar, de 27 anos, é uma das consumidoras que garantem suas compras por meio de e-commerce. “Compro em e-commerce desde 2018, quando iniciei meu mestrado e o meu tempo de ir até uma livraria reduziu, então passei a comprar livros pela internet e comecei a ter confiabilidade. Em seguida fui comprando eletroeletrônicos e fui acessando o e-commerce de lojas que eu já conhecia. Então compro apenas por meio digital”, destaca Samantha. 

    Samantha Alencar comenta que além da comodidade, os e-commerces oferecem um preço mais atrativo e têm seus direitos do consumidor garantidos igualmente às compras fisicamente. “Fidelizei ao e-commerce justamente por nunca sentir que meus direitos estão sendo lesados. As regras estão bem detalhadas”, destaca Samantha. 

    Arrecadação de compras virtuais 

    Com uma grande importância econômica, o e-commerce passou por alterações em 2016. Com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a arrecadação das compras é dividida entre empresas e os estados. E não apenas as empresas privadas que arrecadam o valor total das compras realizadas. 

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