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    TROPICAL HOTEL


    Estaca zero: Tropical Hotel volta a leilão no dia 11 de fevereiro

    Empresa "Nyata - Soluções em Pagamentos", responsável pelo lance, não arrematou o espaço, pois não depositou a caução de R$ 6 milhões

    A decisão foi do juiz Paulo Assed Stefan, que após o descumprimento da decisão, determinou o novo leilão | Foto: Divulgação

    Manaus - Em nova data, dessa vez no dia 11 de fevereiro de 2020, o Tropical Hotel, fechado desde o ano passado, volta a leilão no Rio de Janeiro. Avaliado em R$182,1 milhões, o complexo já havia recebido proposta de R$ 120 milhões em leilão no dia 16 de dezembro do ano passado. A empresa "Nyata - Soluções em Pagamentos", responsável pelo lance, não arrematou o espaço,  pois não depositou a caução de R$ 6 milhões, obrigatória. 

    A decisão foi do juiz Paulo Assed Stefan, que após o descumprimento da decisão, determinou o novo leilão, dessa vez para a segunda semana de fevereiro. Segundo determinação do titular da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o processo ocorrerá como o leilão anterior. 

    Em entrevista, a assessoria da Nyata informou que a empresa estará presente no próximo leilão, o qual não exigirá mais depósito de segurança. “Na verdade, não vai ter mais a caução. É chegar lá e pagar. A Nyata vai oferecer a proposta de R$ 120 milhões novamente”, salienta. 

    A primeira sessão do leilão seguirá com a avaliação do Tropical, de R$ 182,1 milhões. Caso não seja alcançada, abrirá a oportunidade de interessados se manifestarem para pagar R$ 120 milhões pelo complexo. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o credenciamento de interessados no leilão vai até dia 7 de fevereiro. 

    História

    Inaugurado em 26 de março de 1976, na presença do então presidente Ernesto Geisel, o Hotel Tropical foi construído pelo Grupo Varig, em ação coordenada com o governo da época com o objetivo de integrar a Amazônia ao Brasil e ao mundo. Com 235 mil m², foi um dos maiores complexos turísticos hoteleiros da América do Sul, com quadras de tênis, ginásio poliesportivo, praia privativa e até um zoológico particular.

    A estabilidade financeira do resort, contudo, sofreu os primeiros sinais de ameaça após a falência da empresa aérea e de suas subsidiárias, em meados dos anos 2000. O processo fez com que muitos credores da antiga companhia pedissem seus direitos e penhoras trabalhistas, o que travava parcela considerável da receita. Com o bloqueio e queda na arrecadação por causa da crise econômica, veio à tona uma dívida de R$ 20 milhões do hotel com a concessionária de energia elétrica. Foram três cortes entre 2018 e maio do ano passado, com religações por liminar judicial.

    O não pagamento de um valor com desconto de 60%, definido após negociação entre as partes, tirou de vez a energia do Tropical, que ainda operou um mês com gerador, mas fechou as portas logo em seguida.

    O fechamento causou demissões em massa e escancarou os débitos trabalhistas do empreendimento, que pode ultrapassar R$ 20 milhões, segundo o Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro do Amazonas. 

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