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    Teste do Pezinho


    No AM, recém-nascidos serão monitorados com ou sem o Teste do Pezinho

    O novo sistema vai informar à Rede de Atenção se a criança foi levada para fazer o exame

    “Quanto antes detectarmos doenças que podem ser evitáveis nas crianças, melhor para a população”, disse o vice-governador do Estado | Foto: Leonardo Mota

    Manaus - “Quanto antes detectarmos doenças que podem ser evitadas em crianças, melhor para a população”, disse o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, durante a assinatura da portaria conjunta entre as secretarias de Estado de Saúde (Susam) e Municipal de Saúde (Semsa), que vai permitir o monitoramento e controle dos dados da realização do Teste do Pezinho no Estado. 

    Autoridades do Estado e do município assinaram o documento, na manhã desta terça-feira (13), na sede do Ministério Público do Estado (MPAM), localizada na avenida Coronel Teixeira, bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus.

    O vice-governador explicou que todos que utilizam a rede pública de saúde, devem ser cadastrados no Sistema de Centrais de Regulação (SisReg). No entanto, o sistema não permite o compartilhamento de dados oriundos do Estado para o município.

    "Hoje é um marco, pois o termo que foi assinado cria um sistema específico para o compartilhamento de informações. A não realização do teste do pezinho pode resultar em problemas para a vida inteira de uma pessoa", frisou Carlos.

    Conforme secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi, a ferramenta foi desenvolvida pela assessoria técnica da Semsa
    Conforme secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi, a ferramenta foi desenvolvida pela assessoria técnica da Semsa | Foto: Leonardo Mota

    Conforme o secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi, a ferramenta foi desenvolvida pela assessoria técnica da Semsa e funciona como base de controle de informações para todas as maternidades que realizam o Teste do Pezinho até o quinto dia de nascimento da criança. Por meio de uma planilha online compartilhada, os agentes autorizados vão preencher e acompanhar os dados atualizados em tempo real.

    “A gente faz uma boa gestão quando tem uma boa ferramenta nas mãos que nos possibilitam acesso aos dados. Quando as crianças são bem tratadas na primeira infância, têm mais chances de se tornarem adultos bem-sucedidos, o que beneficia a sociedade como um todo", frisou Magaldi.

    O secretario de Estado do saúde Rodrigo Tobias afirmou que a portaria vai trazer benefícios para a saúde das crianças
    O secretario de Estado do saúde Rodrigo Tobias afirmou que a portaria vai trazer benefícios para a saúde das crianças | Foto: Leonardo Mota

    O secretário de Estado de Saúde, Rodrigo Tobias, afirmou, ainda, que a união entre o Estado e o município vai possibilitar que as crianças que não realizaram o Teste do Pezinho sejam identificadas e, com isso, possibilitar uma busca ativa dos usuários - o que vai resultar na diminuição de 25% de nascidos vivos, que ainda não fizeram o tese, além de ofertar um tratamento precoce com a finalidade de reduzir a morbimortalidade infantil.

    "A gente promove a integralidade da atenção e um conjunto de serviços à qualidade de vida das crianças do Amazonas", disse o secretário.

    Conforme a chefe do Núcleo de Saúde da Criança e do Adolescente (Nusca), da Semsa, enfermeira Ivone Amazonas, o novo sistema vai informar à Rede de Atenção se a criança foi levada para fazer o exame. No caso de não realização do teste, os profissionais poderão iniciar de forma imediata a busca da criança.

    A promotora de Justiça Leda Mara Albuquerque também assinou a portaria
    A promotora de Justiça Leda Mara Albuquerque também assinou a portaria | Foto: Leonardo Mota

    A promotora de Justiça Leda Mara Albuquerque salientou que, embora o teste seja obrigatório, em algumas maternidades ainda não é realizado, ou é feito fora do prazo recomendado pelo Ministério da Saúde. "O sistema já está em funcionamento e detectou que algumas maternidades ainda não estão alimentando o sistema de cadastros. A criação da ferramenta também vai orientar às unidades de saúde a seguirem as recomendações", disse a procuradora.

    “A efetivação do acesso e da integralidade do cuidado á saúde depende da capacidade de articulação entre a Atenção Básica e a especializada. Quanto maior a rapidez na identificação e início do tratamento das doenças, maior a possibilidade de evitar sequelas nas crianças, como a deficiência mental, microcefalia, convulsões, comportamento, autismo, entre outras complicações”, conclui a enfermeira.

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