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    Saúde Mental


    Terapia online: conheça as vantagens e regras do atendimento virtual

    Prática deve ser feita apenas por profissionais com autorização do Conselho Federal de Psicologia

    Atendimento online oferece praticidade e maior custo-benefício para o paciente. | Foto: Pixabay

    Manaus - Já imaginou poder falar com psicólogo e fazer terapia sem sair de casa? Isso já é possível, no entanto, o profissional que se dispõe a oferecer estes serviços deve estar devidamente cadastrado e autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia. Aghata Campos é uma destes profissionais.

    Há pouco mais de um ano, a psicóloga realiza atendimentos por meio de sua plataforma independente de atendimento online, o www.suapsicologaonline.com.br. Ela explica que o processo para ser atendido por ela é muito simples. “O cliente acessa a plataforma e escolhe dia e hora, coloca seus dados, faz o pagamento e no dia marcado ele receberá um convite para uma sala virtual”, conta. 

    A maioria das pessoas que a procuram têm enfrentado problemas com ansiedade, autoestima, estresse e dificuldade de relacionamento. Aghata explica que por ser um método mais simples e prático, cada vez mais clientes migram para o atendimento. 

    Ansiedade, autoestima e estresse são alguns dos problemas dos pacientes que buscam terapia online.
    Ansiedade, autoestima e estresse são alguns dos problemas dos pacientes que buscam terapia online. | Foto: Pixabay
     

    Aliás, praticidade e comodidade só perdem para a maior e principal vantagem: o custo-benefício. Como o psicólogo não precisa gastar com estrutura física, o serviço chega muito mais barato para o cliente. 

    “Eu sou autonoma, eu não tenho meu próprio consultório, então, fazer o atendimento online dentro da minha própria casa, deixa o custo melhor para paciente”, explica a psicóloga que hoje tem 90% dos seus clientes na web. 

    Jane*, que preferiu não ser identificada, era adepta de consultas presenciais. Migrou para o atendimento online quando precisou ter várias sessões durante a semana. “Quando eu descobri isso, achei o máximo! Você se sente até mais à vontade”, relata.

    Ela é aquele tipo profissional que “não tem tempo para nada”. Vendo que este não era um problema só seu, Jane acabou indicando o serviço para outros colegas, pelo menos dois já aderiram.  “Nós precisamos cuidar d e nós mesmos, e esta é uma forma de fazer isso com mais facilidade”, conta. 

    Atendimento internacional

    Um grupo que tem crescido cada vez mais na demanda da Aghata, são os brasileiros que moram foram fora do país. Ela atende pessoas de países como Bélgica e Austrália, além de pessoas em outros estados e cidades, como  Pará e Itacoatiara. 

    A dificuldade de encontrar psicólogos brasileiros é um dos principais fatores para que estes busquem o atendimento online.  

    Legislação 

    A psicóloga Naradja Varela só não realiza o atendimento online porque ainda está esperando sua autorização sair. “Eu só vejo vantagens, é mais barato para as pessoas, ninguém precisa se locomover, e ainda tem a questões do próprio transtorno, tem pessoas que preferem não sair de casa”, afirma. 

    Ludiane Cavalcante, psicóloga fiscal do Conselho Regional de Psicologia, explica que existe uma resolução que regulamenta a prática do atendimento online. É a Resolução Nº 11, de 11 de maio de 2018. 

    Existem casos que não podem receber atendimento online, fique atento à legislação.
    Existem casos que não podem receber atendimento online, fique atento à legislação. | Foto: Pixabay
     

    Ela explica que o psicólogo precisa se cadastrar no portal e-psi (e-psi.cfp.org.br). “Nesse espaço ele vai informar que recursos tecnológicos ela irá utilizar, dará fundamentação sobre a abordagem teórica e todos os recursos metodológicos que usará como forma de trabalho”, explica. As informaçõe serão analisadas e só então o psicólogo terá autorização para fazer o atendimento online. 

    Processo de emissão da autorização leva em média 60 dias. Após receber sua aprovação, o psicólogo poderá atuar online durante um ano, após isso, deve ser renovada. 

    Casos que não podem receber atendimento online

    A regulamentação veda atendimento online para situações de emergências e desastres (ex: incêndios, terremotos e semelhantes). Também não podem receber este tipo de atendimento pessoas que estiveram em situações em que haja violação de direitos humanos, como agressão física e agressão sexual, por exemplo. 

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