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    Coronavírus


    O que o vegetarianismo tem a ver com a prevenção de doenças?

    Entenda como o consumo de carne pode contribuir para o surgimento de doenças e as vantagens em diminuir ou erradicar essa prática.

    | Foto: divulgação

    O coronavírus não é o primeiro caso de doença que pode estar ligada ao consumo de carne animal. Enfermidades como AIDS, gripe aviária e a chamada doença da vaca louca também são exemplos consistentes dessa teoria. A proteção da vida animal pode significar, também, a segurança da saúde humana. A seguir, entenda o porquê.

    Alimentação como forma de prevenção

    Primeiro, é preciso esclarecer que não existe um alimento específico que evitará que uma pessoa contraia o coronavírus. Entretanto, ter uma alimentação saudável pode ajudar seu organismo a combater melhor infecções, de modo geral. Por este motivo, é sempre importante manter uma dieta rica em vitaminas e minerais.

    Outra dica importante a respeito da alimentação é sempre higienizar muito bem frutas, legumes e outros itens antes de consumi-los. Isso é essencial para evitar, não somente doenças como o coronavírus, mas também a ingestão de bactérias que fazem mal para os seres humanos.

    Relação entre o consumo de carne animal e o coronavírus

    Uma dúvida muito recorrente que surgiu durante a pandemia da COVID-19 é se não consumir alimentos de origem animal pode evitar o coronavírus. A resposta é sim e não. 

    Ainda não foi comprovado que o consumo de carne transmita a doença. O que acontece é que, para exportar a carne, é preciso transportar os animais vivos. Durante o transporte, muitas vezes esse tipo de doença surge e se alastra pelo mundo. 

    Após o surto na China, o país proibiu temporariamente o consumo de animais selvagens em uma tentativa de conter a doença. Entretanto, por ser um país muito populoso, em torno de 1,4 bilhão de pessoas, essa medida pode não ser tão eficaz, exatamente pela dificuldade na fiscalização.

    Os mercados onde esses animais são vendidos muitas vezes não possuem as condições ideais de salubridade, o que aumenta ainda mais o risco de desenvolvimento de doenças. Além disso, é muito difícil ter um controle sobre a ingestão, já que a cultura do consumo de carne está bastante enraizada em diversos países do mundo. 

    Portanto, o problema vai muito além de uma decisão individual em deixar de consumir carne. Na verdade, é a junção de todos esses fatores que agrava o surgimento desse tipo de vírus.

    As vantagens da redução do consumo de carne

    Como vimos anteriormente, se houver uma redução no consumo de carne de maneira geral, também haverá uma diminuição em sua produção. Isso significa que poderia haver um controle sobre como os animais são criados e transportados. Veja, a seguir, os principais benefícios que a redução do consumo de carne pode trazer.

    Efeitos positivos no meio ambiente

    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a redução do consumo de carnes teria um grande impacto em relação à emissão de gases de efeito estufa — é possível que houvesse uma diminuição de até 40%. 

    A pesquisa foi publicada pela revista científica Science Direct e mostra os efeitos positivos que essa decisão conjunta teria sobre a conservação da natureza. Além disso, o estudo também teve como objetivo mostrar que é possível fazer essa redução de forma saudável.

    Redução de doenças cardíacas

    Outra conclusão do estudo foi que a redução, principalmente da ingestão de carne vermelha, reduz a manifestação de doenças cardíacas. Isso porque se trata de um alimento mais difícil de ser digerido pelo nosso organismo, exigindo mais do nosso sistema digestivo.

    O ideal seria uma consulta com um médico nutricionista para entender como fazer essa redução e qual regime alimentar é o mais recomendado para você. Assim, é possível ter uma dieta que forneça todos os nutrientes e vitaminas que seu corpo necessita e ainda ter mais equilíbrio na alimentação. 

    *Com informações da assessoria
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