Fonte: OpenWeather

    Cuidados


    População de Manaus está mais obesa que média do Brasil, diz pesquisa

    Manaus e Cuiabá são cidades que possuem uma média de indivíduos com sobrepeso ou obesidade acima da média da população brasileira, acima de 20%.

    Consumo em fast- food na cidade de Manaus é um dos fatores que contribuem para o aumento da obesidade
    Consumo em fast- food na cidade de Manaus é um dos fatores que contribuem para o aumento da obesidade | Foto: Divulgação

    Manaus – O excesso de peso é uma realidade em Manaus.  Segundo a última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, divulgada em 2019, indicou que a taxa de obesidade no Brasil passou de 11,8%, já a capital amazonense foi considerada com o maior índice de obesidade com 23% entre 2006 e 2018.

    Quem pode ser considerado obeso?

    Uma pessoa pode ser considerada obesa quando seu índice de massa corporal (IMC), é superior a 30 kg/m2 e com excesso de peso quando o seu IMC é superior a 25-30 kg/m2. Em razão disso, parte da população busca alternativas para emagrecer ou melhorar o seu estado de saúde.

    O nutricionista Marco Quintarelli, explicou que a cidade tem diversos fatores que contribuem para o crescimento da obesidade, como o acesso de alimentos ultraprocessados.

    “Manaus e Cuiabá são cidades que possuem uma média de indivíduos com sobrepeso ou obesidade acima da média da população brasileira, acima de 20%. Alguns fatores são importantes considerar, o acesso fácil, prático e barato de alimentos ultra processados ricos em calorias, açúcares e gorduras como refrigerantes, biscoitos recheados, massas instantâneas, fast foods e pratos prontos”, afirma.

    Para ele, por falta de recursos e o acesso a informação sobre uma alimentação saudável, a população acaba optando por esses produtos.

    “Muitos indivíduos por uma questão de praticidade ou até por baixos recursos de não ter como se alimentar corretamente, trocam uma alimentação mais natural e saudável por lanches ou estes alimentos industrializados nada nutritivos. O fácil acesso e o baixo custo destes alimentos em conjunto com a massificação de marketing destes produtos contribuem para o crescimento da obesidade. O movimento 'descasque mais e desembale menos' é o que nós, nutricionistas, buscamos para toda a sociedade”, disse.

    Consumo em fast-food

    Durante o isolamento social causado pela pandemia, um dos aspectos que foram atingidos foi o da alimentação. O consumo progressivo de alimentos não saudáveis, também conhecidos como fast-food, é um dos problemas agravantes da saúde. Apesar de trazer praticidade para o dia a dia, pode causar vários danos à saúde, como diabetes, ganho de peso e problemas cardiovasculares.

    Quintarelli comenta que por Manaus ser considerada uma cidade quente, as pessoas buscam mais pelo consumo pelo fast-food, mas que não devem deixar de lado os cuidados com a saúde.

    "A opção é sempre pela comida de verdade. Comida natural, ou seja, frutas, verduras e legumes, além de pescados, ovos e laticínios. Se hidratar bem com água e sucos naturais e com pouco açúcar. Evitar os fast foods e dar mais foco em saladas de frutas ou vegetais crus (sempre bem higienizados) ou cozidos. Alimentos leves e naturais”, explica.

    De acordo com o profissional, apesar de informações sobre alimentos que emagrecem, o indivíduo deve buscar um acompanhamento profissional, com plano alimentar.

    “O processo de emagrecimento é muito mais do que somente a ingestão de chás, é necessário um plano alimentar adequado à perda de peso com uma alimentação de redução de ingestão calórica. O chá de hibisco é indicado para contribuir nesta perda de peso, pois além de diurético ele possui ação antioxidante por possuir substâncias flavonoides, ser termogênico (ajuda a aumentar o metabolismo), diurético e levemente laxante”, disse.

    Covid-19

    A obesidade é considerada um fator de risco para a Covid-19, aumentando as chances de preocupação de infecção. Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, mostra que pessoas obesas correm maior risco de serem contaminadas, devido a ligação com outras doenças como hipertensão e diabetes.

    Nutricionista complementou dizendo que devido à pandemia, pessoas com obesidade devem optar por alimentos saudáveis.

    “Além disso, vale ressaltar que é muito mais seguro em tempos de Covid-19 a pessoa optar por levar esses alimentos saudáveis de casa. Há menos possibilidade de contaminação de produtos comprados na rua”, comenta.

    Leia Mais:

    Governo libera recurso para combater obesidade, diabetes e hipertensão

    Shopping de Manaus tem programação gratuita na Semana da Saúde

    Mudança de hábito é a principal receita para se atingir o peso ideal

    Comentários